Em um momento de dificuldade, a voz paternal, do líder. Coube ao presidente Fábio Koff mostrar a cara na Vila Capanema para falar sobre o momento instável do Grêmio, após a derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR, pelo primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, na quarta-feira - não vence há quatro confrontos. E o dirigente se mostrou tranquilo com o revés pelo placar mínimo. Para projetar o Tricolor na decisão da próxima semana, cúpula e jogadores se baseiam em três pilares básicos: o fator Arena, a volta do trio de atacantes titulares e ainda as lições da classificação nas oitavas, diante do Santos.

Bastou o jogo terminar para os microfones serem inundados de conclamações à torcida, para que lotem a Arena na quarta-feira. Koff foi um dos mais entusiastas, afinal os números estão ao seu lado. Em 26 jogos, a nova casa tricolor tem média de quase 25 mil pessoas e um aproveitamento superior a 60%.

- Não pode faltar a força do time e do torcedor. Se não passar do Atlético-PR, com o 1 a 0, não merece o título. O menos pior é perder de 1 a 0. Já convoco o torcedor. O jogo é com ele. Vamos reverter para chegar à final - destacou o presidente no apertado espaço destinado às entrevistas no estádio em Curitiba..

Na experiência dos seus 82 anos, destes muitos vividos se doando ao futebol, Koff perdeu as contas de quantas classificações o clube alcançou estando em situação adversa. Mas ao traçar um parâmetro, ele nem precisa ir tão longe. Nas oitavas de final, o Grêmio caiu por 1 a 0 contra o Santos, na ida. Na decisão, em casa, teve forças para fazer 2 a 0 e, assim, carimbar a vaga. É uma das inspirações da delegação.

Um dos jogadores que concorda com o presidente é Bressan. O zagueiro ainda evoca o famoso "espírito copeiro" do clube em mata-mata:

- Não vamos desisitir. No sangue do Grêmio tem o estilo copeiro e vamos tentar virar.

- A gente teve o mesmo resultado com o Santos e viramos no segundo tempo. Na Arena, com a força da torcida, conseguiremos - reforça Souza.

Renato Gaúcho, é claro, tem a mesma linha de pensamento. Vê a vantagem de 1 a 0 pequena para garantir a vaga.

- Já virei situações bem piores. É normal. Se trata de Copa do Brasil. Se a gente tivesse ganho de 1 a 0, também não poderia dizer que estaria classificado. Até porque seria injusto - avalia.

Para o confronto de volta, o time contará com os retornos de três jogadores suspensos. E voltas de peso, afinal são parte de todo o ataque titular. Assim, com Vargas, Kleber e Barcos, Renato projeta outro time.

- É importante ter os goleadores, os atletas experientes que decidem e que preocupam o adversário. Se vão jogar os três, é outra coisa - discursa.

Antes do confronto de volta da semifinal, o Brasileirão. A partir desta quinta-feira, o grupo retoma a preparação para os pontos corridos. No domingo, enfrenta o Bahia, na Arena. Prévia do caldeirão que Koff espera ver na quarta.