Na madrugada deste sábado, dia 31, o ex-prefeito de Realeza, e ex Assessor especial da casa civil do governo federal, Eduardo Gaievski, que estava com prisão decretada pela justiça de Realeza e considerado foragido da justiça, foi localizado e preso na casa de parentes em Foz do Iguaçu.
Acusado de abusar de menores de idade, Gaievski, que despachava no quarto andar do Palácio do Planalto, estava foragido desde a última sexta-feira, dia 23. Seus advogados tentaram, mas, sem sucesso, revogar o decreto de prisão emitido pelo Fórum de Realeza, no Paraná, cidade que ele comandou de 2005 a 2012.
Uma investigação do Ministério Público e da polícia reuniu depoimentos de menores acusando o ex-prefeito petista de oferecer dinheiro e emprego na prefeitura em troca de favores sexuais. Segundo os depoimentos, o assessor pagava entre 150 e 200 reais a meninas pobres da cidade para manter relações sexuais com elas. Exonerado do cargo no último sábado, Gaievski era encarregado de coordenar importantes programas sociais do governo, como o de combate ao crack e o de construção de creches. Antes de ter a prisão preventiva decretada e de desaparecer, o ex-assessor da Presidência da República disse que é a única vítima do escândalo. Ele se diz vítima de perseguição política promovida por adversários.Após a denúncia, Gaievski foi afastado da função do gabinete da ministra Gleisi Hotmann, no sábado, dia 24. O afastamento ocorreu após a Justiça decretar a prisão preventiva dele, suspeito em uma investigação. Conforme o mandado de prisão, que pode ser consultado na página do Conselho Nacional de Justiça, o político é suspeito de cometer estupro de vulnerável. Em nota, a assessoria da Casa Civil informou que o servidor foi afastado das funções até que sejam apuradas as "circunstânicas e veracidade das acusações". Gaievski foi prefeito de Realeza durante dois mantados, entre 2005 e 2012. Ele assumiu o cargo como assessor especial da Casa Civil em janeiro de 2013.




