Na última quarta-feira (10), os prefeitos eleitos no último pleito completaram 100 dias de administração. Além de ser um período de formação de equipe e conhecimento do processo, muitos reclamam da falta de orçamento, principalmente pela baixa no repasse do Fundo de Participação do Município (FPM). Na avaliação do prefeito de São João, Altair José Gaspareto, os primeiros dias de mandato foram para que a administração pudesse organizar principalmente o quadro de funcionários. Além disso, houve o reajuste salarial dos funcionários públicos, que, segundo ele, há dez anos não era feito de acordo com o aumento do salário mínimo.

Para Gaspareto, a valorização dos funcionários é importante, pois assim poderão desempenhar e atender todas as demandas existentes na municipalidade.

Conforme o prefeito, existe um grande crescimento no município e, por isso, todas as secretarias possuem demandas.

Um exemplo é a construção de 42 unidades habitacionais no perímetro urbano e outras 20 no perímetro rural. Além disso, existe um projeto junto ao governo federal para a construção de outras 123 casas. Embora os investimentos sejam feitos pelo governo estadual ou federal, Gaspareto disse que o município investe na infraestrutura das unidades habitacionais, por exemplo, com calçamento, terraplenagem, instalação de água e luz.

Paralelo aos investimentos e projetos habitacionais, o município trabalha com um projeto de proteção de fontes na área rural. “São 120 fontes que estamos trabalhando junto com a secretaria de Agricultura, com o governo federal e com a Fundação  Nacional de Saúde (Funasa)”. Ele afirma que a intenção é garantir água de melhor qualidade aos agricultores.

Na área urbana, o prefeito falou que município realiza a ampliação da rede de esgoto e da estação de tratamento. Hoje são cerca de 7 mil metros em execução, contudo, em breve, há a previsão de investimento para outros 7 mil metros de rede de esgoto.

Embora alguns investimentos estejam acontecendo, Gaspareto disse que a administração se preocupa principalmente com a queda na arrecadação do FPM, pois o município tinha uma previsão orçamentária de R$ 24 milhões para 2013 que não vai se concretizar. “Visto que está sendo feito um comparativo mês a mês com o ano de 2012”, disse ele, que mesmo com as dificuldades, diz que a administração está incentivando alguns setores, principalmente o da indústria. 

Passados os 100 dias, o prefeito contou que hoje a prioridade da administração é atender a área rural, com a recuperação das estradas e terraplenagens para a construção de novos aviários, e também na área urbana, para a instalação de pequenas empresas, que hoje procuram o município. Além disso, “esta sendo feito um trabalho junto com os deputados federais e senadores para buscar recurso em todas as áreas e dar andamento ao crescimento que o município está tendo”, falou ele e reclamou que com o orçamento próprio é difícil administrar.

Dificuldades
Além da queda no repasse do FPM, Gaspareto falou que existe a necessidade de recuperação dos prédios públicos, mas a falta de mão de obra para a execução de serviços, principalmente braçais, também é um problema. “Estamos encontrando bastantes dificuldades, pois existe falta de profissionais para isto”. De acordo com o prefeito, um problema que dificulta a contratação de pessoas para a execução de serviços braçais é a questão salarial. “Temos concursos, mas as vezes o salário pago por uma outra empresa é maior”, resumiu ele, e acrescentou que em algumas áreas é necessário a vinda de pessoas de outros municípios.