No último dia 25 de fevereiro, a paranaense e ex-vereadora de Curitiba, Renata Bueno, foi confirmada nas urnas da Itália como a primeira mulher ítalo-brasileira a ser eleita e ocupar um cargo como deputada em Roma, na Itália.
Na América do Sul eram cerca de um milhão de pessoas aptas a exercer o voto, sendo que 400 mil estariam no Brasil e outros 600 mil na Argentina. Na disputa por uma das quatro cadeiras para deputado no parlamento italiano, Renata recebeu cerca de 18 mil votos diretos na América do Sul e mais 2.000 votos de lista. “Foi uma eleição muito boa. São votos espalhados e individualizados. Cada voto representa dez pessoas, pois são poucos aqueles que têm direito”, comemorou ela.
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Segundo a deputada, a atuação no Legislativo municipal de Curitiba contribuiu para que pudesse entender o funcionamento do processo, embora algumas coisas sejam diferentes entre os dois países.
Embora existam demandas individualizadas, Renata disse que o momento é de reforçar as propostas já apresentadas, principalmente a questão da insuficiência de estrutura diplomática – que faz com que a esfera consular não consiga atender todas as demandas –, a questão das pensões e aposentadorias, a diminuição de investimentos na difusão da cultura italiana e a consequente desvalorização da comunidade descendente que vive fora da Itália.
Além disso, ela pretende defender a atuação com base em quatro pilares, ou seja, formação profissional, cultura, turismo e economia. “Vamos tratar algumas coisas mais localizadas, principalmente no Paraná”, disse ela, que já antecipou conversas com alguns prefeitos e lideranças da região.
Trabalho
Da mesma forma que aqueles que foram eleitos na Itália, Renata deverá participar de todas as atividades, votações, discussões em plenário e comissões. Além disso, ela terá o compromisso de representar a população descendente que vive na América do Sul. Mesmo que tenha que fixar residência na Itália, Renata pretende fazer visitas frequentes ao Brasil, pois a intenção é desenvolver metas de trabalho em conjunto com a população.
Mesmo que exista um plano de governo, a deputada falou que, no primeiro momento, o Legislativo terá algumas tarefas difíceis, até porque a política italiana está em um momento delicado. Segundo ela, foi uma eleição difícil, onde a diferença entre o bloco de direita, bloco de esquerda e a oposição de centro foi pequena. “Agora é um período difícil para constituir o governo”. Além disso, caberá ao parlamento escolher o novo presidente da república.




