Há um ano, no dia 29 de agosto de 2010, por volta de 18 horas e 30 minutos em Linha Nova Terra, interior de Honório Serpa, acontecia um dois crimes de maior repercussão dos últimos tempos no sudoeste do Paraná: o duplo assassinato cometido por Ivandor Ramos, que matou a tiros, no final de uma matine o sargento Flávio Padilha dos Santos e o soldado Nelson Luiz Prebianca.
Os policiais foram atender uma confusão envolvendo os filhos de Ivandor: Julio César dos Santos Ramos e Fernando dos Santos Ramos. Enquanto o soldado Nelson dominava um dos filhos de Ivandor, esse se apossou de um revólver que sua mulher Maria trazia em sua bolsa e atirou contra o PM. Ao ver o companheiro baleado, sargento Flávio tentou sacar sua arma, mas foi impedido pelos filhos de Ivandor.
Se aproveitando disso, Ivandor atingiu duas vezes o sargento. Ivandor e os filhos fugiram para as matas no interior de Honório Serpa e foram caçados por mais de uma semana por um contingente policial jamais visto na região. Mesmo assim, não foram encontrados e só foram presos depois de negociações com a policia civil, que foi quem os prendeu.
Julio César e Fernando foram julgados mês passado em Mangueirinha como co-autores da morte do sargento Flávio, e foram condenados a 12 anos de cadeia cada um em regime fechado. Já Ivandor, continua preso a espera de seu julgamento. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado e pode pegar a pena máxima: 30 anos de prisão. Mas sua defesa recorreu, pedindo que ele não fosse a julgamento popular.
O Julgamento de Ivandor ainda não tem data para acontecer. No dia em que completou um ano da morte dos policiais, a mãe do soldado Nelson, Eva Prebianca, a qual mora no bairro Flor da Serra, em Coronel Vivida as margens da rodovia 373, disse depois de um ano da morte do filho, ela ainda não se recuperou e talvez nunca se recupere.
O quarto do filho ainda está como ele deixou com tudo aquilo que era dele. Ela só pede justiça. Dona Eva cha que a pena imposta aos filhos de Ivandor foi muito pequena. Ela espera também que não só Ivandor seja condenado, mas a mulher também por ter levado a arma em sua bolsa, a qual é tão criminosa quanto o marido.




