Em mais um julgamento longo, que demorou quase 12 horas, começou às 9h e encerrou-se já passado das 20h, Amauri Friede, 51 anos de idade, e seu filho Mauri Júlio Friede, 25, foram novamente levados julgamento nesta quinta-feira (13/2).

Neste novo júri de pai e filho, eles foram julgados pelo assassinato de Laudecir Vargas, crime ocorrido na tarde de um sábado, dia 15 de setembro de 2018, nas proximidades do ginásio Dolivar Lavarda, bairro La Salle.

Amauri e Mauri, pai e filho, já tinham sentado no banco dos réus no dia 24 de setembro de 2019, quando foram julgados e condenados pelo assassinato de Gabriel Vargas, ocorrido na noite do dia 25 de agosto de 2016, também em Pato Branco. Pela morte de Gabriel, Amauri e Mauri foram condenados há 14 anos e meio de cadeia, cada um. Gabriel e Laudecir eram irmãos.

A acusação feita pelo promotor Vitório da Silva Júnior, tendo como assistente o advogado vividense Anderson Manique Barreto, afirmou que houve uma execução e pediu condenação dos réus pelo crime duplamente qualificado: motivo torpe e vingança; e que ambos, pai e filho, foram os autores do crime, porque agiram em conluio e com o mesmo propósito que era a morte de Laudecir.

A defesa dos réus coube ao advogado Valmor Antonio Weissheimer, trabalhou na tentativa de desqualificar a acusação, alegando que não houve execução; e que Amauri, o pai, não atirou contra Laudecir. Ou seja, que o único responsável, que o único a atirar e matar a vítima foi Mauri, o filho, réu confesso e que ele sim deveria ser condenado, mas por homicídio simples, além do crime de receptação, já que o revólver que detinha e com o qual cometeu o crime, era produto de furto.

Mas os jurados, quatro homens e três mulheres, acataram a tese da acusação, condenando Amauri, o pai a 22 anos de prisão; e Mauri, o filho a 17 anos e 6 meses: 16 anos e 6 meses pelo homicídio e um ano pela receptação da arma.

(Fonte: Adelino Guimarães)