Em reunião na manhã deste domingo (15), as reitorias da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) decidiram cancelar as aulas por 14 dias a partir de segunda-feira (16). A medida é para tentar evitar o contágio das comunidades universitárias com o coronavírus.
Além da UFPR e da UTFPR, participaram da reunião diretorias de outras universidades que vão decidir ao longo da semana se também vão suspender as aulas. Participaram da reunião representantes da Universidade Positivo (UP), Pontifícia Universidade Católica (PUCPR), e as Universidades Estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG).
No sábado (14), a UFPR já havia decidido fechar os Restaurantes Universitários (RUs) a partir desta segunda-feira (16).
Autoridades contráriasA decisão da UFPR e UTFPR vai contra a orientação das autoridades de saúde do Paraná. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) e a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (SMS) participaram da reunião dos reitores e se posicionaram contra a decisão de suspender as aulas.
“Tanto a SMS como a Sesa defenderam que, considerando a situação epidemiológica atual de Curitiba e do Paraná, em que há apenas casos importados e não há evidências de transmissão sustentada do novo coronavírus, não está recomendada a suspensão das aulas neste momento”, diz texto publicado no site da prefeitura de Curitiba.
“As instituições de saúde, porém, ressaltam que a recomendação pode ser alterada a qualquer momento, a depender da evolução da epidemia no estado e no município. De acordo com a SMS e Sesa, a suspensão das aulas será recomendada quando houver evidências de transmissão comunitária”, prossegue a nota no site da prefeitura.
Sábado (14), o próprio prefeito Rafael Greca (DEM) afirmou que as aulas na rede municipal de ensino não seriam suspensas porque os casos de contaminação na cidade ainda não teria chegado a este nível. “Por enquanto, não vejo motivo para sufocar a cidade. Caso haja uma orientação diferente [dos médicos especialistas], reavaliaremos a decisão”, declarou o prefeito sobre as aulas nas escolas municipais.
Fonte:Tribuna.




