Na microrregião de Pato Branco, Clevelândia está à frente da vacinação, aplicando doses 1 em pessoas acima de 25 anos, enquanto que Pato Branco e São João encontram-se na casa dos 35.

É notável que, aparentemente, alguns municípios da microrregião de Pato Branco estejam mais avançados do que outros nos públicos a serem vacinados contra a covid-19.

Um exemplo que deixa claro as diferenças é a comparação entre a vacinação entre Clevelândia e Pato Branco. Enquanto o primeiro começou, ontem (3), a vacinar pessoas com idades acima dos 25 anos, o outro dá início hoje (4) a aplicação de doses no público com idades a partir dos 35 anos.

Na microrregião, com exceção de Clevelândia e Palmas, que vacina pessoas com 26 anos ou mais, os outros 13 municípios encontram-se, em média, aplicando doses 1, contra a covid-19, em pessoas com idades na faixa dos 30 anos — sendo Pato Branco e São João os dois com maior idade mínima, 35 anos.

O chefe da 7ª Regional de Saúde, Anderson Nesello, explicou o porquê dessa diferença de faixa etária entre os municípios na vacinação da covid-19. Segundo ele, existem vários fatores que colaboram para a situação.

“A distribuição [de doses] funciona a partir das informações que o Ministério da Saúde absorve dentro do sistema dele, o Localiza SUS. É de lá que ele verifica as faixas etárias e distribui as doses proporcionalmente”, disse, explicando que “os dados populacionais são absorvidos do Censo de 2010, com estimativa de público para 2020. Pode ter uma defasagem [nos dados habitacionais] que pode levar a uma diferença de vacinação.”

Nesello comentou ainda sobre outros fatores que contribuem para que um município tenha avançado mais ou menos do que outro na aplicação das doses contra a covid-19.

De acordo com o chefe da 7ª RS, muitos do grupo prioritário, e outros fora, não se vacinaram, assim, as doses destinadas a eles acabaram sendo utilizadas para outros grupos, muitas vezes faixas etárias abaixo.

Ele também lembrou o fato de que algumas pessoas, que constam no sistema do governo, baseado no censo de 2010, podem ter falecido ou mudado de endereço, o que também contribui para uma distorção nos dados e, consequentemente, na diferença de vacinação entre um município e outro.

(Fonte: Diário do Sudoeste)