SANTA CECÍLIA, SC ? A trágica morte de Victor, um menino de apenas 8 anos de idade, morador de Santa Cecília, está gerando comoção e indignação nas redes sociais. A família clama por justiça e levanta sérios questionamentos sobre a sequência de atendimentos médicos que o garoto recebeu, sugerindo que a fatalidade poderia ter sido evitada.

Segundo relatos da mãe, Josisleine, Victor frequentava o Programa de Educação Tutorial (PET) e na terça-feira, 19 de maio, no período da manhã, sofreu uma queda na Arena durante uma atividade. O menino contou à mãe sobre a queda.

Na madrugada de quarta-feira, 20 de maio, por volta das 3h, Victor acordou com fortes dores no olho, que estava inchado. Josisleine levou o filho ao Posto de Saúde na manhã seguinte. A médica responsável pelo atendimento examinou apenas o ouvido e a garganta do menino, diagnosticando uma gripe e receitando um remédio, afirmando que ele não tinha nada.

No entanto, a situação de Victor piorou por volta das 17h, levando a mãe a procurar o Pronto Socorro para uma consulta com um pediatra. Mesmo em espera, outro menino foi atendido antes de Victor. Após ser finalmente consultado, a médica pediu um raio-X, que não constatou nenhuma alteração.

Deram soro e remédios ao garoto, mas sem identificar a causa do mal-estar, e a família foi mandada para casa.

Na madrugada de quinta-feira, 21 de maio, o quadro de Victor se agravou novamente. Ele acordou com mais dores no olho, que estava ainda mais inchado e roxo. Ao amanhecer, a mãe correu com o filho de volta ao Posto de Saúde, onde, segundo ela, queriam marcar consulta com o mesmo médico que havia minimizado o problema.

O posto então agendou um pediatra apenas para as 15h daquele dia, apesar da visível piora do menino.

Ao meio-dia, o pai de Victor chegou do trabalho e, vendo o estado do filho, levou-o às pressas ao Pronto Socorro. Mais uma vez, foi administrado soro ao menino, que apresentava sonolência e vômitos constantes. Uma tomografia foi realizada, mas a família relata uma demora para obter o resultado e um diagnóstico. Diante das fortes dores de Victor, foram receitados soro e dipirona.

A médica, notando que o menino estava cada vez mais roxo, solicitou o internamento de Victor no hospital do município, já no fim da tarde. No entanto, ao chegar ao local, o médico plantonista, ao avaliar o estado crítico do menino, percebeu que ele precisava ser internado urgentemente em outro hospital, pois não possuía os recursos necessários para o atendimento da criança. O médico levantou a suspeita de fratura na base do crânio.

Antes de seguir para outro hospital, a família, com o menino dentro da ambulância, pediu para retornar ao Pronto Socorro para pegar o prontuário médico. Em seguida, Victor seria levado ao Hospital Maice, em Caçador. No trajeto, o estado do menino piorou drasticamente.

Ele gritava de dor e, em seguida, começou a sair sangue pela boca. Victor desmaiou no colo do pai. Foi levado para uma sala de emergência, mas infelizmente não resistiu e veio a falecer.

A família de Victor ressalta que, antes de morrer, o filho repetia incessantemente à mãe: "MÃE EU CAÍ NO GINÁSIO COM O PET". O pai registrou um boletim de ocorrência para solicitar as imagens das câmeras do local da queda, que, segundo ele, não foram disponibilizadas pelos responsáveis.

O caso está gerando grande repercussão e a comunidade aguarda por respostas e providências em relação aos acontecimentos que antecederam a morte do menino.

Com informações de Luis Fernando Palhano / Grupo Notícias SC Curitibanos

(IMAGENS AUTORIZADAS PELA FAMÍLIA)