Aos 9 anos de sua trajetória no esporte, a corredora Sandra Mara da Silva, de Chopinzinho, acaba de completar sua 7ª maratona, desta vez na Maratona Internacional de Buenos Aires, na Argentina.
Sandra cruzou a linha de chegada com o tempo de 3h55m28, conquistando mais uma maratona abaixo das quatro horas e celebrando uma prova que, segundo ela, foi marcada pela leveza, felicidade e emoção.
A conquista em Buenos Aires encerra a temporada de 2026 nas corridas de longa distância. Somente em 2026, Sandra participou de três maratonas: a Maratona Internacional do Paraná, em Guaratuba, a Maratona de Florianópolis e a Maratona Internacional de Buenos Aires.
Foram três provas completamente diferentes.
Em Guaratuba, veio um resultado abaixo das quatro horas. Em Florianópolis, Sandra enfrentou uma prova mais dura e difícil, que exigiu ainda mais resistência. Não conseguindo o sub 4 horas nesta prova. Já em Buenos Aires, conseguiu novamente correr abaixo das quatro horas, em uma experiência que descreve como uma das mais bonitas e especiais de sua trajetória.
Mas os números não contam toda a história.
Por trás das quase quatro horas de prova existem meses de preparação, treinos longos, disciplina, renúncias, inseguranças e muita dedicação.
Para Sandra, correr uma maratona vai muito além de completar 42,195 quilômetros.
A corrida se tornou, ao longo desses nove anos, uma forma de se desafiar, se conhecer e reconhecer a própria força.
Cada prova trouxe um aprendizado diferente. Algumas ensinaram sobre velocidade e desempenho. Outras ensinaram sobre paciência, resistência e sobre continuar quando o corpo e a mente pedem para parar.
"A maratona começa muito antes do dia da prova. Ela começa nos treinos, nas renúncias, nos dias em que ninguém vê, nas inseguranças e na decisão de continuar. Quando a gente cruza a linha de chegada, não está levando apenas uma medalha. Está levando tudo aquilo que precisou superar para chegar até ali."
A 7ª maratona representa mais um capítulo de uma história que começou há nove anos em Chopinzinho e que continua sendo construída quilômetro após quilômetros!
Mais uma medalha.
Mais uma história.
E mais uma prova de que, na corrida e na vida, continuar também é uma forma de vencer a si mesma.







